Mostrando postagens com marcador management. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador management. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Por que tantos projetos de TI ainda falham?

Faltam gerentes de projetos, reclamam os CIOs. Mas o motivo pode não ser bem este
Por Sharon Florentine, da revista CIO/EUA


Metade das empresas teve ao menos um projeto de TI que falhou durante o último ano, de acordo com uma pesquisa realizada pelo provedor de gerenciamento de nuvem Innotas. A principal razão, de acordo com 74% dos entrevistados, foi a falta de recursos para atender às demandas do projeto.

Para onde foram todos os gerentes de projeto? Só o setor de TI sofre uma escassez de funcionários com essas habilidades?

Não necessariamente, diz o presidente da Dice.com, Shravan Goli. Tanto a oferta como a demanda por gerentes de projetos têm se mantido consistentes, com o número de vagas disponíveis atualmente no Dice.com acima de 3.2 mil, diz ele.

A demanda permanece estável em quase todos os mercados verticais e com vagas disponíveis em 46 de 50 estados norte-americanos, com salários bem acima da média dos salários de TI -- 85 mil dólares para todos os outros profissionais de tecnologia -- diz Goli.

O que mudou é o lado qualitativo, explica, com mudanças consideráveis no papel dos gestores de projeto. Espera-se agora que eles possam assumir responsabilidades adicionais acima e além do escopo fundamental de gestão de cada projeto de TI.

"A descrição do trabalho permanece, fundamentalmente, a mesma: gerenciamento e monitoramento de escopo do projeto, a comunicação entre os grupos, a motivação das equipes para dirigir a entrega", diz ele . "Mas o surgimento da metodologia de desenvolvimento ágil tem determinado que os gerentes de projeto também assumam o papel de líder de desenvolvimento."

Para as empresas que adotam Agile, há uma maior necessidade de os gerentes de projetos impulsionarem a entrega de um número cada vez maior de soluções e aplicações de tecnologia baseada em software. Mas, em vez de adicionar pessoal e recursos, essas empresas estão delegando essas funções de desenvolvimento para seus antigos gerentes de projeto, diz Goli.

"Os gerentes de projetos são supervisores de todas as etapas", diz o CEO da Innotas, Kevin Kern. "Eles estão gerindo soluções e aplicações, bem como o trabalho dos desenvolvedores de software, e não há desenvolvedores suficientes, nunca. Assim, os gerentes de projeto estão sendo convidados a arcar com tantas responsabilidades que suas descrições de trabalho estão ficando turvas", diz Kern.

A escassez de recursos pode ser uma razão pela qual muitos projetos falham , diz Kern, mas pode vir a ser também a solução.

Com as organizações mudando o foco para se centrar mais no desenvolvimento de aplicativos, o número de projetos de TI aumenta, e os departamentos de TI têm dificuldade em dizer "não", diz Kern, devido ao risco de deixarem de ser vistos como um parceiro de negócios de valor.

Esta mudança coloca uma carga cada vez maior sobre os departamentos de TI para entregar esses aplicativos valiosos, mesmo que eles estejam sobrecarregados de trabalho, com dificuldades de priorizar projetos, diz ele. O valor da TI no fornecimento de soluções e aplicações para o negócio certamente aumentou, mas a percepção dos executivos C-level da TI como um centro de custo não mudou, diz Kern. E como a TI ainda é vista por muitos executivos de nível C, como um centro de custo, em vez de um valor agregado para o negócio, pode ser difícil recusar projetos, explica.

Essa visão da TI como um centro de custo remonta ao boom das pontocom, no final dos anos 1990, e suas consequências, quando os departamentos de TI previamente inchados viram seus orçamentos reduzidos e seu headcount severamente reduzido, diz Kern.

"A mudança para uma abordagem centrada em aplicativos significa que não há falta de demanda por gerentes de projetos para lidar com esses projetos. Mas que os gerentes em atividade não estão sabendo dizer "não" para o pode ser irrelevante em seis meses. Eles precisam priorizar melhor o seu pipeline."

Fonte: CIO Gestão

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

CIOs precisam educar os CEOs, CFOs e demais executivos

Cabe ao gestor de TI a tarefa de explicar para os demais departamentos o papel da área de tecnologia e o que pode ser esperado dela
Por Martha Heller, da revista CIO/EUA


A mais poderosa arma para o CIO vencer seus desafios atuais é ter uma empresa na qual o CEO, o CFO e os demais executivos entendam o que a TI pode fazer pela organização e o que o gestor da área de tecnologia espera obter em troca. Mas quem deve educar esses líderes?

Até consigo ouvir os CIOs reclamando que o ônus é todo deles. Mas eles não deveriam prover um mínimo de conhecimento de TI para seus parceiros das áreas de negócios?

Para o CIO seria muito mais fácil trabalhar em um ambiente no qual as pessoas respeitem a TI e os serviços fornecidos por ela? Isso se reverteria em facilidade para investimentos em novos projetos e em um apoio das diversas pessoas da empresa para que a área de tecnologia consiga implementar as iniciativas.

Na prática, o CIO deveria montar um pequeno MBA para os gestores da empresa e que inclua os seguintes módulos:

Básico: Explicar quais as tecnologias utilizadas nas corporações. “Como consumidores, os estudantes acham que entendem como a tecnologia funciona, mas frequentemente eles conhecem apenas algumas palavras”, diz o CIO da CUNA Mutual Group, Rick Roy. “Eles precisam preencher os espaços sobre hardware, software, banco de dados, redes e segurança. Então quando alguém em uma reunião diz ‘Isso foi um problema de firmware’ ele não acha que é um aplicativo para o iPhone.”

Desenvolvimento e Entrega: Dá uma visão geral de metodologias de desenvolvimento de software e explica o papel que os negócios desempenham na entrega de projetos. “Se executivos tivessem conhecimento disso, poderíamos acabar com os desafios de estabelecer os requerimentos dos projetos e assegurar os recursos e o suporte necessário”, explica o CIO da Time Warner, Bill Krivoshik.

Governança: Descreve o processo de decisão dos investimentos de TI. “Esse módulo ensina a entender quando o departamento de TI deve tomar decisões importantes e quando não”, afirma Roy.

Finanças: Cobre fundamentos de ROI (retorno sobre investimento), amortização, depreciação, e custos de TI fixos e variáveis. “Seria de muita ajuda se os profissionais entendessem o motivo de pacotes customizados serem mais caros para se manter”, exemplifica Krivoshik.

Tendências emergentes: Por mais que executivos não precisem de detalhes técnicos de virtualização, software-como-serviço e computação em nuvem, eles devem entender as implicações de negócios dessas tendências oferecidas a eles.

O lado sombrio: “Como CIOs, nós temos de focar em boas coisas que a Internet pode fazer, mas existe um lado sombrio que também é preciso entender”, explica Charles Beard, que acaba de deixar o cargo de CIO da SAIC para assumir a área de cibersegurança da GM. “O que acontece com os dados da empresa são roubados em um ciberataque? Programas de MBA falham ao não falar sobre as implicações nesse mundo cada vez mais conectado.”

Fonte: CIO Carreira

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Design centrado no funcionário usa a TI para melhorar ambiente de trabalho

Produtividade e engajamento são resultados do modelo de gestão proposto pela Forrester Research
Por TJ Keitt, da InformationWeek EUA




Líderes de negócio atuais estão competindo para recrutar e reter talentos, e um ambiente de trabalho com engajamento que transborda produtividade é uma das maiores razões para atrair funcionários. Contudo, o papel tradicional da TI de prover flexibilidade de trabalho não parece atingir a grande massa que tem acesso a Skype e iPads em casa.

Na verdade, uma recente pesquisa da Forrester mostra que apenas 37% dos funcionários estão satisfeitos com o serviço que a TI oferece. Apenas 41% recomendariam uma vaga em suas companhias e 44% recomendariam os produtos de sua empresa.

Não é surpresa que aqueles se sentem apoiados por seus chefes, respeitados por seus esforços e encorajados a serem criativos estão mais propensos a recomendar a empresa e trabalhar mais. Estamos vendo um debate dentro dos altos escalões de organizações sobre como criar experiências de trabalho significativas. E é crítico que o CIO esteja na mesa durante essas discussões. Por que? Independentemente da estratégia de gestão, a tecnologia será necessária para liberar o potencial da força de trabalho.

Meus colegas na Forrester e eu sustentamos que para construir um ambiente de trabalho sustentável dirigido ao lucro e experiências superiores do consumidor, empresas precisam ter uma visão holística da força de trabalho e desenhar experiências específicas para cada segmento diferente – não apenas executivos. Chamamos esse processo de “Design Centrado no Funcionário”, usado para alinhar a estratégia de tecnologia do negócio com a maneira com a qual os trabalhadores executam suas funções.

O modelo requer que companhias:
  1. Observem como funcionários trabalham e discutam seus desafios com eles. Necessidades verdadeiras e oportunidades vem à luz quando um líder gasta tempo vendo e se comunicando com seu funcionário. Essas observações não devem apenas levar em consideração apenas as tarefas, mas todos os elementos ao redor, incluindo os dispositivos usados pelos funcionários, sua mentalidade e motivações, e também como produtos de terceiros impactam sua experiência no trabalho.
  2. Descrevam o contexto específico de negócio de seus funcionários e avaliem como atender suas demandas. Uma vez que o processo de pesquisa é completo, as observações precisam ser destiladas em frameworks que dão à TI e aos líderes de negócio um entendimento comum das demandas, motivações e desafios do funcionário.
  3. Façam brainstorm para atingir questões de seus funcionários e críticas em cima delas. É uma oportunidade para líderes de TI terem uma conversa aberta com líderes de negócio e equipes. Durante o redesenho da intranet da Biogen Idec, por exemplo, os desenvolvedores tiveram sessões de brainstorm com grupos que regularmente publicavam conteúdos no site – RH, comunicação corporativa, linhas de negócio e TI. O desenvolvimento também ativamente ouviu feedback das equipes, o que levou ao benefício duplo de ajudar com conceitos de design e mostrando aos criadores de conteúdo maneiras de esclarecer suas mensagens.
  4. Criem protótipos para direcionar as ideias. É essencial transformar conceitos em uma série de mockups para ajudar a TI e os líderes de negócio a visualizarem as ideias. Por exemplo, a Verizon Wireless transformou um manual do processo de rastreamento de vendas em um app móvel dinâmico que dá aos funcionários das lojas os dados de performance nas vendas em tempo real em dispositivos iOS ou Android. O design, criado pela Cynergy, foi feito em torno de observações e entrevistas com lojistas. Para fechar o contrato, a equipe da Cynergy construir um protótipo para dar aos stakeholders a visão exata de como a ferramenta poderia ajudar os trabalhadores.
  5. Testem a funcionalidade do protótipo com os usuários. O último passo nesse processo pode ser o mais longo, já que a TI tem que ter certeza de que as ferramentas são úteis e utilizáveis. O desenvolvimento da Biogen Idec Intranet requereu diversos testes antes de seu lançamento. Esse processo também dá aos executivos a chance de ver se o negócio pode suportar a ferramenta.
O design centrado no funcionário não acontecerá do dia para a noite. Para ser bem sucedida, a empresa precisa claramente definir se ela está melhorando uma experiência já existente ou está criando uma nova, além de construir um consenso de que o negócio pretende atingir bem como definir métricas usadas para determinar quando o sucesso foi realmente alcançado.

Fonte: Information Week

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Por que você deve repensar seu cargo de TI

Conforme novas tecnologias alteram comportamento, profissionais de TI devem conquistar novas habilidades ou correm o risco de serem ignorados
Por Rob Whiteley, da InformationWeek EUA
Original em inglês aqui


Outro dia estava atendendo um cliente e ouvi um diretor de TI dizer: “Grande parte do que está acontecendo em TI no momento é moda. E se não for, teremos tempo para prestar atenção depois. Essas tendências sempre levam mais tempo para passar do que dizem as previsões”.

Esta declaração me preocupou. Eu não acho que a TI tenha tanto tempo assim para “dar atenção”. O que a TI realmente precisa fazer é evoluir rapidamente para acompanhar as mudanças.

Pergunte a qualquer um que esteja envolvido com tecnologia a mais de – digamos – seis meses e eles dirão que estão acostumados com as mudanças. Vamos pensar no seguinte cronograma da última década:
  • 2001: A VMware lançou o ESX Server 1.0 e a virtualização de servidores se tornou importante, mudando a forma como a TI provisiona servidores.
  • 2003: VMware apresentou o vCenter, mudando a forma como a TI faz backup e replicação.
  • 2005: O Hadoop foi criado, trazendo Big Data ao dicionário e mudando o papel da TI em análise e business intelligence.
  • 2006: A Amazon realizou um teste beta público limitado do EC2 e nasceu a computação em nuvem, mudando a forma como a TI cria data centers.
  • 2007: A primeira geração do iPhone chegou ao mercado, mudando a forma como a TI provisiona dispositivos.
  • 2008: O Yammer levou o social ao corporativo, mudando a forma como a TI provisiona ferramentas de colaboração.
  • 2011: O OpenFlow versão 1.1 foi lançado e os debates sobre redes definidas por software (SDN, na sigla em inglês) começaram, mudando a forma como a TI vê as redes.
Acho que dá pra ter uma ideia. Grandes tecnologias chegam ao mundo corporativo com frequência e mudam a forma como a TI faz negócio. Vou arriscar dizer que isso ainda não te perturba. Novas tecnologias irão emergir sempre e abalar arquiteturas existentes. No entanto, essas não são as tecnologias que me preocupam – mas toda a mudança que as acompanha.

AS TRÊS GRANDES MUDANÇAS COMPORTAMENTAIS

Então, por que me preocupo? Porque três fenômenos comportamentais estão convergindo como resultado de toda essa mudança:
  • Mudança na expectativa dos usuários. Os últimos 18 meses representaram uma enorme mudança em usuários demandando novas capacidades, dando vida ao renascimento dos aplicativos de consumidor, dispositivos e serviços. Já usou o Concur? Então sabe do que estou falando – e jamais voltará à antiga forma de realizar relatórios de despesas. E suspeito que os próximos 18 meses irão testemunhar uma mudança ainda maior do “novo” para o “simples”. Usuários passarão a exigir que a TI ofereça experiência melhor e mais simples para o acesso a dados e aplicativos.
  • Mudança no envolvimento do negócio. Alcançar o alinhamento com os colegas de negócio é necessário para os executivos de TI, mas não é suficiente. Os líderes de TI precisam guiar seus colegas em melhores decisões de TI. Durante a recente conferência IDC Directions 2013, Kathleen Schaub, VP de pesquisa no CMO Advisory Practice, da IDC, citou que até 2016, 80% dos novos investimentos de TI irão envolver, diretamente, executivos de linha de negócios, um aumento de 25% em relação à hoje. E considere isto: o orçamento virá diretamente dessas linhas de negócio e não da área de TI, tornando a influência ainda mais crítica.
  • Mudança no papel e nas responsabilidades da TI. Sejamos claros sobre uma coisa: a TI não vai desaparecer. Cargos e responsabilidades devem evoluir, mas a TI não é apenas um grande botão que o negócio pode desligar. Em vez disso, prepare-se para que a TI mude para um papel mais consultor, que guia as decisões de tecnologia do negócio, independentemente de a tecnologia se basear dentro das quatro paredes do data center corporativo, em um dispositivo pessoal ou em uma nuvem pública. O problema? A maioria dos profissionais de TI não está equipada para este nível de diálogo de negócios.
Essas mudanças estão definindo a era única que a TI está vivenciando. Abalos tecnológicos vêm e vão, mas as mudanças comportamentais em massa redefinem a indústria. Pergunte a qualquer executivo de TI e ele irá te dizer que a tecnologia não é a parte mais difícil, e sim as pessoas, os processos e as políticas.

TRÊS RECOMENDAÇÕES PARA QUANDO A MUDANÇA ACONTECER COM VOCÊ

O que pode ser feito para manter o ritmo? Foque em novas habilidades.

A TI deve encontrar uma maneira de acrescentar valor ou corre o risco de ser ignorada. Os valores tradicionais, como disponibilidade, escalabilidade e segurança são necessários, mas não são suficientes. Para seguir em frente, a TI precisa entregar experiência de usuário melhor, mais rápida e mais fácil.

Aqui estão minhas recomendações para manter o ritmo quando a mudança acontecer:
  • Foque no “mais fácil” se estiver em um cargo de desenvolvimento de aplicativo. Os aplicativos são a principal forma de o usuário vivenciar TI e, inevitavelmente, os aplicativos se tornarão móveis. Vimos uma melhora considerável nas habilidades de desenvolvimento de dispositivos móveis em HTML5, Ruby, Python, JavaScript, Objective-C e muitas outras. Mas o desenvolvimento bruto, em si, não basta. Suplemente a experiência da codificação com habilidades ergonômicas, de design e interface de usuário.
  • Foque em “mais rápido” se estiver em cargo de infraestrutura de TI. Nesta nova era, o verdadeiro valor da infraestrutura está em desempenho, segurança e disponibilidade. Dentre essas habilidades, desempenho é a que as pessoas entendem menos. Esforce-se para se tornar um arquiteto de desempenho capaz de aconselhar o negócio sobre como acelerar e gerenciar serviços de TI.
  • Foque em “mais fácil” se estiver em cargo de operações de TI. Falando de forma simples: abrace DevOps. O DevOPs foca na transferência entre equipes de desenvolvimento e o ambiente de produção onde os aplicativos rodam. O DevOps automatiza o ciclo de vida do aplicativo, assim como programa infraestrutura para ser mais ágil. Ambos críticos para melhorar a eficiência e remover o que eu chamo de “latência humana” – o tempo que leva para que as equipes de operações de TI alterem, manualmente, as configurações de infraestrutura.
Todas essas mudanças tecnológicas e comportamentais irão obrigar a TI a evoluir. A tecnologia nunca foi tão relevante para o sucesso do negócio. Portanto, aprenda novas habilidades. Elas te colocarão no centro conforme a empresa se transforma.

Fonte: IT Web

quarta-feira, 10 de julho de 2013

O CIO que você precisa ser

Abertura do encontro, que completa 15 anos, contou com apresentação do professor da Universidade de Santa Clara, Pete DeLisi; especialista falou sobre habilidades necessárias para o sucesso do CIO
Por Karen Ferraz



Há mais de quarenta anos atuando na área de tecnologia e consultoria, DeLisi mostrou aos times de TI presentes como a organização e os CEOs enxergam o papel da TI e do CIO a partir de pesquisas conduzidas por ele nos Estados Unidos. De maneira geral, a importância da área para as corporações é clara. No entanto, ele demonstrou que a maioria dos executivos pesquisados avaliou um CIO de sucesso como sendo o profissional que possui as mesmas características de um CEO, como habilidades estratégicas, de liderança, planejamento e comunicação, entre outras.

“Se eu não entender a estratégia do negócio, não vou entender a minha estratégia de TI. E para entender do negócio eu tenho que fazer as perguntas certas e escolher aonde eu quero ser bom”, afirma. Segundo ele, há uma percepção errada sobre os profissionais de TI por parte dos executivos de negócios que precisa ser modificada, pois é o impeditivo para muitos CIOs serem vistos como agentes de transformação nas empresas.

“O profissional de tecnologia é visto como possuidor de uma grande capacidade analítica. No entanto, os estudos mostram que eles não são tão analíticos assim quanto as empresas acham e gostariam. Essa percepção restrita sobre o profissional de TI pode acabar por limitar a carreira dessas pessoas, uma vez que exclui outras habilidades, como a de planejamento e estratégia”, disse.

Dessa maneira, DeLisi chamou a atenção do público para a necessidade de desenvolver uma consciência técnica sobre os pontos positivos e negativos da tecnologia que, por sua vez, irá caminhar para a formação de verdadeiros líderes de TI, capazes de conduzir seus departamentos e times como uma área que gere valor e conhecimento para as corporações, e não apenas tecnologia.

“Os próprios CIOs acreditam que vão se tornar mais estratégicos. Eles serão agentes de transformação dos negócios e vão se parecer cada vez mais como CEO. Eu prometo a vocês que se os CIOs entenderem mais de estratégia eles vão trabalhar melhor que os CEOs. Estes últimos têm o conhecimento, mas não sabem colocar em prática”, avalia.

Mas afinal, o que o CIO precisa saber para se tornar um “gerente geral de recursos estratégicos”, como ele mesmo se refere? E como começar essa mudança de atitude? Quem esperava que DeLisi fosse falar sobre cursos e treinamentos estava enganado. Ele recomendou aos presentes um passo bem simples. “Leia mais e conheça mais. Vá atrás de novos artigos e materiais que tratem de pensamento estratégico, como os publicados pela Harvard Business Review e pelo Mackenzie, e faça esse material circular em seu departamento. Todos vão entender que você conhece sobre estratégia”, aconselha.

Fonte: Information Week

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Você sabe o que é Application Retirement?

Ela ajuda os CIOs a enfrentarem o desafio da expansão e complexidade do portfolio de aplicações sob a sua responsabilidade.
Por Carlos Vidinha, diretor da Capgemini Consulting em Portugal











Um dos grandes desafios que os CIOs enfrentam atualmente é o da expansão e complexidade do portfolio de aplicações sob a sua responsabilidade. Estamos perante décadas de crescimento descontrolado, incluindo as fusões e as aquisições de companhias, o crescimento do volume de dados e um vasto número de aplicações com integrações desenvolvidas sob medida.

Todos estes fatores resultaram em um legado de TI que acrescenta pouco valor ao negócio. Este legado inclui aplicações redundantes e outras com pouco ou nenhum uso, dados preservados durante anos sem critérios que o justifiquem, entre outras situações causadoras de entropia ao nível dos sistemas de informação corporativos.

A manutenção dessas aplicações consome a capacidade de intervenção das organizações, considerando não só aspectos tecnológicos, como recursos financeiros e humanos. De acordo com o relatório Application Landscape de 2011, cerca de 2/3 dos CIOs acreditam que uma parcela significativa das suas aplicações deve ser desativada, de forma a proporcionar uma melhor resposta aos desafios de negócio e tecnológicos, dos quais se destacam:

A. Desafios de negócio
  • A proliferação de aplicações e o aumento do volume de dados dificultam a flexibilidade, a agilidade, a inovação e o crescimento do negócio;
  • A necessidade de atualizar as aplicações para suportar o crescimento do negócio;
  • A falta de planejamento e de conhecimento para a evolução da aplicação e a preservação dos dados.
B. Desafios tecnológicos
  • Os custos elevados de hardware (licenças, armazenamento de dados);
  • A incapacidade para cumprir os Service Level Agreements (SLAs);
  • O custo elevado dos encargos em Replication Communication Bandwidth;
  • Os custos não justificáveis com a manutenção de aplicações somente para controle.
Para dar resposta a estes desafios é necessária uma combinação de serviços com soluções de software, para a gestão de informação e a gestão do data base, incluindo casos de uso e um roteiro tecnológico de implementação.

O Application Data Retirement é uma abordagem estruturada a este problema, que contempla: o arquivo de dados da aplicação em um formato independente; a validação dos relatórios existentes perante o arquivo; a tomada de decisão de abandono de determinadas aplicações e de toda a sua infraestrutura/tecnologia; e a gestão da disponibilidade dos dados, entre outras soluções.

Os resultados da implementação desta abordagem traduzem-se na simplificação do portfolio de aplicações, contribuindo para a redução dos custos de manutenção, simplificando os projetos de investimento na evolução dos sistemas.

Todas estas ações devem ser suportadas por um modelo comprovado de relacionamento que ajude o cliente a diagnosticar, com clareza, a sua situação atual, o que pretende alcançar, e a construir um percurso claro e mensurável para fazer essa evolução.

Fonte: CIO Opinião

quinta-feira, 9 de maio de 2013

A TI percebida

Por incrível que pareça, apesar de todo o avanço da tecnologia o business ainda vê a TI como serviço público
Por Sergio Hartenberg, CIO da L’Oréal

“O mundo não é uma ideia minha.
A minha ideia do mundo é que é uma ideia minha.”
(Fernando Pessoa)

Por incrível que pareça, esta situação é muito mais vivenciada pelos CIOs do que se imagina. Apesar de todo o avanço da tecnologia, o negócio ainda vê TI como serviço público: se suas necessidades básicas não são atendidas, e de forma rápida, não há espaço para discutir estratégias ou tecnologias revolucionárias. 

Além disso, os CIOs não costumam divulgar suas métricas de forma inteligível aos executivos. De que adianta ao presidente saber que o link da fábrica teve uma disponibilidade de 99,98765% no mês, quando o faturamento parou por 8hs?? É fundamental, portanto, que o CIO desenvolva uma forma de comunicação que faça sentido ao seu público-alvo. Afinal, a imagem de TI é a própria imagem de seu help desk, e não de seu BI!

Para comunicar os resultados de TI de forma eficaz, é necessário desenvolver um Dashboard de TI diferenciado: que seja baseado não em componentes da arquitetura tecnológica (redes, sistemas, comunicação), mas em atividades que sejam reconhecidas pelo negócio. Veja alguns exemplos:

Internet – Não importa quantos links estejam envolvidos, nem a performance ou disponibilidade deles. O que os executivos percebem é a frequência e a duração das paradas ocorridas. Uma pesquisa de satisfação também é importante para garantir que, além de funcionar bem, o serviço seja compatível com as expectativas de todos os colaboradores.

Help desk – É importante deixar claro quais os níveis de serviço contratados, assim como alguns indicadores de atendimento (percentual de chamados totais atendidos dentro do SLA, por tipo de criticidade, p. ex.). Nesse caso, o CIO deve verificar quais os tipos de ocorrência que mais chamam atenção da empresa, para colocá-las em evidência.

Fechamento Mensal – Para muitas empresas (especialmente as de bens de consumo), os pedidos se concentram no fim do mês e o faturamento nessa época torna-se um verdadeiro desafio. Frequência e duração das paradas, independentes de qualquer componente (processamento de pedidos, preparação de remessas, faturamento, frete, NFe...), são fundamentais para dar uma clara visão desse momento tão crítico para a empresa.

Sistema Crítico – Como está a satisfação com o principal sistema de missão crítica da empresa? Há evidência clara que está melhorando? A força de campo está satisfeita com o desempenho, funcionalidade, ergonomia e suporte?

O Dashboard pode ter freqüência mensal, bimestral ou trimestral. O importante, acima de tudo, é que traga uma visão de serviço percebido, e que demonstre apenas duração e frequência de falhas em cada um destes serviços, independente de qual componente da arquitetura a tenha gerado. Análises e planos de ação são informações por demais técnicas para serem apresentadas a esse público-alvo, que está interessado apenas no resultado destas. Quem sabe, inclusive, se a concepção desse dashboard não seria um assunto interessante para discussão com seu Comitê Executivo?

Fonte: ComputerWorld

terça-feira, 30 de abril de 2013

Diálogos Podem Salvar Empresas

Por Boris Groysberg e Michael Slind | 12 de Abril de 2013
Tradução: Luciano Zago (@lucianozago) – Revisão: Ana Claudia Arista Gibrail
Original (em inglês): http://blogs.hbr.org/cs/2013/04/turnarounds_turn_on_conversati.html

Cada período da história dos negócios tem sua própria representatividade corporativa. Os anos 60 foram a era dos conglomerados. Nas décadas mais recentes, as startups atingiram uma proporção icônica. Entretanto, o tipo de organização que marca este nosso momento histórico é, indiscutivelmente, o turnaround empresarial. Em praticamente todos os setores, há empresas dominantes que se encontram do lado errado da mudança nas demandas dos consumidores ou no surgimento de uma tecnologia inovadora. Vocês conhecem seus nomes: Hewlett-Packard, Starbucks, BestBuy, Research in Motion (Blackberry), Radio Shack e, mais recentemente, JC Penney.

Então o que é preciso a um líder para tirar a empresa da posição de inércia, ou mesmo da falência real ou potencial? Começa, sem dúvida, com um senso de urgência. A esse respeito, o esforço envolvido num projeto de turnaround difere de uma iniciativa de mudança organizacional padrão. Mudanças ocorrem lentamente, enquanto que, numa situação de turnaround, o tempo é a essência. A empresa que estiver seguindo na direção errada ou perdendo dinheiro precisa mudar, e mudar rápido, ou logo terá ultrapassado o ponto em que não há volta. Decidir, agir, decidir, agir: esta deve ser a ordem do dia.

Na realidade, enquanto a necessidade de velocidade é inegável, líderes de turnaround eficazes também apreciam profundamente a necessidade de parar – parar e conversar com as pessoas de suas empresas que devem realizar o trabalho diário de movimentar a organização numa nova direção. Tais líderes entendem que um impulso para empreender uma nova estratégia ou para redirecionar o desempenho operacional depende articuladamente de como se comunicam com seus funcionários. Igualmente importante, depende de como gerenciam a comunicação através da organização. Transformações de sucesso requerem muitas pessoas trabalhando em equipe.

Considere o exemplo da Starbucks. Em 2008, a rede de cafés lutava para manter sua posição no mercado e afastar as crescentes ameaças competitivas. Então, Howard Schultz, fundador da empresa, retomou as rédeas como CEO e lançou um programa para revitalizar a operação a partir do zero. Como relatos desse esforço demonstram, Schultz colocou a comunicação no centro da sua estratégia de turnaround.

“A capacidade de Schultz na comunicação ativa é impressionante,” observa um escritor. “Ele bombardeava seus principais focos – gerentes seniores, gerentes de loja, clientes, mídia, analistas, acionistas e funcionários – com diversas comunicações, apresentando de forma concisa a situação de mudança ou uma decisão específica.” Outro comentarista, baseando-se numa entrevista publicada com Schultz (assinatura requerida), destaca alguns princípios e práticas que Schultz tem procurado buscar: “Compartilhe a Visão.” “Exponha o Plano Claramente.” “Deixe os Funcionários Saberem Como Ajudar.” “Adote a Comunicação de Duas Vias.”

No entanto, o foco em melhorar a comunicação não é suficiente. Precisa ser a comunicação do jeito certo. Em condições normais, líderes podem permitir que ideias e informações se movam através de suas organizações de uma maneira deliberada, estruturada, nível-a-nível. Num cenário de turnaround, entretanto, líderes devem realizar tudo o que puderem para fazer esse processo mais ágil e suave – mais dinâmico e mais imediato. Em diversos turnarounds de sucesso, as melhores ideias e as informações estratégicas mais importantes surgem dos trabalhadores da linha de frente. “Comunicação corporativa,” como as pessoas de negócios tem tradicionalmente entendido e praticado, deve ceder ao diálogo organizacional.”

Esses são os termos para uma abordagem de gestão da comunicação baseada na urgência do diálogo individual. O modelo é caracterizado por quatro elementos distintos: intimidade, interatividade, inclusão e intencionalidade. Aqui, no espírito desse modelo, são apresentadas quatro etapas visando fomentar um projeto de turnaround através do diálogo.

Fale direto.

A intimidade na conversação envolve esforços dos líderes na criação e manutenção de conexões próximas com funcionários em todos os níveis da empresa, e requer que os líderes sejam honestos e autênticos, especialmente quando se trata de compartilhar uma má notícia ou abordar temas difíceis.

Em 2000, assim que Anne Mulcahy assumiu as operações da Xerox, havia muitos temas complexos a enfrentar. A Xerox estava endividada, os estoques despencando e seu modelo de negócio dava todos os sinais de ser insustentável. No seu papel e naquele momento, Mulcahy se concentrou em ir a campo e conversar com as pessoas. Um estudo desse período de seu mandato cita um de seus colegas como segue: “Anne apelou aos funcionários com zelo missionário, pessoalmente e através de vídeos.” De acordo com o estudo, a própria Mulcahy afirmou, “Nada me faz mais feliz do que quando estou trabalhando com um grupo de pessoas da Xerox, numa reunião na prefeitura ou na garantia da qualidade. Não gosto de fazer discursos, mas adoro o diálogo.”

Nem tudo era só alegria – longe disso. Nas conversas com companheiros altos executivos, em particular, Mulcahy era contundente no acerto de contas sobre pontos potencialmente conflitantes. “Eu sabia que haveria pessoas que certamente não seriam solidárias a mim,” lembra. “Então confrontava alguns deles e dizia: ‘Veja, sem jogos. Vamos apenas conversar.’” Ela também estendeu uma regra geral: “Quando há notícias difíceis a serem dadas, é importante comunicar as boas e as más. Respeite as pessoas dizendo-lhes a verdade.”

Faça a conversa acontecer.

Quando a empresa entra numa crise de turnaround, muitas vezes é, em parte, porque as pessoas na organização perderam a habilidade de interagir entre si. Assim, os líderes adeptos ao diálogo encontram maneiras de promover a interatividade, debates críticos e a construção de relacionamentos. Implantam canais de comunicação que permitem discussões “vão e vem”, e constroem uma cultura que fomenta esse tipo de discussão.

Foi isso que Carlos Ghosn fez assim que se tornou presidente e CEO da Nissan, em 1999. A automobilística japonesa via seu desempenho deteriorar ao longo de precedidas décadas, e era hora de uma sacudida. Dentre as primeiras ações que Ghosn tomou foi alterar um protocolo em vigor nas reuniões dos altos executivos. Num estudo sobre a liderança de Ghosn em turnaround, um companheiro executivo fez esta observação: “Na antiga Nissan, quase não havia discussões na maioria das reuniões gerenciais... Hoje as reuniões são diferentes. Nós efetivamente debatemos os assuntos. Nós discordamos abertamente uns dos outros. Levou algum tempo até que nos habituássemos a isso, mas nossas reuniões são agora muito mais produtivas.”

Ghosn também deu início a práticas que possibilitaram maior interatividade dentro da Nissan. Ao invés de depender de memorandos – ou dos gerentes de nível médio – para transmitir sua mensagem, ele usou a conexão de vídeo corporativo para transmitir seu plano de transformação aos funcionários. “Esta foi a primeira vez na história da empresa em que o presidente falou diretamente a todos na organização,” explicou um dos executivos da Nissan. E a organização respondeu.

Deixe todos falarem.

A inclusão de diálogo existe onde os líderes adotam medidas que permitam aos funcionários participar integralmente no processo de comunicação. Ao incluir pessoas de todos os níveis da empresa no diálogo organizacional, os líderes podem obter uma qualidade mais intensa de engajamento entre aqueles que devem executar um projeto de turnaround.

HCL Technologies não estava num momento de crise em 2005, quando Vineet Nayar assumiu a papel de presidente, mas logo Nayar percebeu a necessidade de iniciar uma grande transformação. A empresa precisava elevar a cadeia de valor na indústria de serviços de tecnologia e reposicionar suas ofertas aos clientes, e fazer tal mudança requereria dos funcionários da HCL mudar a maneira como se relacionavam uns com os outros – e com a empresa. Nessa direção, Nayar e seu time lançaram uma iniciativa de comunicação interna que contou com o slogan “Funcionários em Primeiro Lugar, Clientes em Segundo” (sigla EFCS, em inglês). Em um estudo sobre seu impulso para transformar a HCL, Nayar explicou o tema EFCS: “A ideia por trás desse programa era de que, sendo um negócio direcionado a serviços, a interface entre funcionários e clientes era crítica... eu queria funcionários focados em valor que estivessem dispostos e fossem capazes de conduzir uma experiência inovadora e sofisticada para os clientes.”

Elementos do projeto EFCS incluíram o lançamento de um novo portal de intranet “fácil de usar” e a criação de um serviço baseado na intranet chamado U&I (do inglês “Você&Eu”), que autorizava os funcionários a se envolverem diretamente com Nayar. “Comunicações na HCL costumavam ser proferidas do alto,” comentou um gerente sênior da HCL. “Vineet substituiu isso por um grande quantidade de contatos diretos através de videoconferências, ferramentas online, e conversas frente-a-frente.”

Fale de estratégia – e fale estrategicamente.

Somente quando os líderes abordam a comunicação estratégica podem garantir que discursos inteligentes resultarão em ações contínuas. Ao construir cuidadosamente os esforços de comunicação em torno de uma visão organizacional clara, e tomando o cuidado de seguir uma estratégia global para aqueles esforços, um líder pode buscar uma conversação turnaround que manterá uma empresa em constante comunicação e no rumo certo.

Considere o impulso de turnaround que Jan Carlzon empreendeu na Scandinavian Airlines Systems (SAS) no início e meados de 1980. Para melhorar a habilidade da empresa em atrair clientes corporativos, Carlzon visava melhorar os níveis de serviço que funcionários da linha de frente poderiam oferecer. A melhor forma de conseguir isso, concluiu ele, foi capacitar aqueles funcionários – dar-lhes maior autonomia e flexibilidade em como realizavam seu trabalho. No entanto, eles ainda poderiam exercitar essa autonomia frutuosamente somente se os líderes da SAS também lhes desse um panorama geral do que a empresa visava atingir. Carlzon, em um estudo sobre seus primeiros trabalhos como CEO, colocou desta forma: “Qualquer um a quem não é dada informação não pode assumir responsabilidade. Mas qualquer um a quem é dada a informação não pode evitar assumir (responsabilidade).”

De acordo com esse estudo, Carlzon e seu time foram tão longe a ponto de criarem um folheto para os funcionários que utilizava imagens de desenhos animados – um avião sorridente, por exemplo – numa “linguagem simples, direta” para contar “a história atual da empresa ”. Funcionários chegaram a chamá-lo de “o livrinho vermelho”, e exemplificou a teoria de Carlzon da comunicação turnaround. “Ao invés de meramente emitir a mensagem, você deve se certificar que cada funcionário verdadeiramente a entendeu e absorveu.”

Aqui está o que Ron Ullman, o recém-recontratado CEO da JC Penney precisa entender: no século 21, está se tornando cada vez mais difícil orquestrar um turnaround com sucesso sem se voltar para o envolvimento dos funcionários da empresa e às práticas da comunicação. E isso significa torná-los mais íntimos, mais interativos, mais envolvidos, e mais engajados.

sexta-feira, 15 de março de 2013

CIO Situacional: soluções, economia ou estratégia?

Depois de um grande foco em redução de custos, as empresas passam a exigir líderes de TI voltados à estratégia de crescimento e que busquem oportunidades no mercado
Por Norberto Tomasini, diretor de CIO Advisory da PwC

Analisando as demandas sobre a TI nos últimos anos, principalmente após a recessão de 2008 e 2009, percebemos que algumas empresas, após solicitarem aos lideres foco nas atividades táticas e na redução de custos, vêm, aos poucos, retomando seus investimentos e solicitando aos seus líderes que estes retomem seu foco nas estratégias de crescimento, buscando oportunidades no mercado.

Mas qual o impacto desta mudança na função/cargo de CIO, o Chief Information Office? Como o CIO pode manter a complexa operação de TI, equilibrando as atividades do dia a dia com estas necessidades de buscar oportunidades contribuindo com o Board da empresa?


Neste artigo gostaria de traçar os principais pontos sugerindo um Modelo Mental para que o CIO consiga manter as atividades operacionais e táticas da TI, sem perder o envolvimento na estratégia da empresa. Para tal, vamos utilizar um processo pedagógico conhecido como maiêutica, muito utilizado por Sócrates, o grande filosofo grego, onde, por meio de perguntas, iremos interagir com as possíveis respostas.

É muito comum questionarmos o quanto um CIO pode ser estratégico. E trata-se de uma indagação muito difícil de responder, pois devemos analisar muitas variáveis e situações. Abaixo, seguem algumas reflexões e perguntas que devem ser feitas antes de respondermos a este questionamento:

Quais as reais necessidades da companhia, atual e futura?
  • Um líder de primeira linha deve ser capaz de analisar ambiente interno (sua unidade) e externo (pares e superiores) e mercado (oportunidades). Sendo capaz de tangíbilizar estas forças em tendências de curto, médio e longo prazo. Se posicionando dentro da empresa desta forma, antecipando riscos e mostrando quais os possíveis caminhos a serem seguidos.

Qual a expectativa sobre a função (tanto dos pares como da liderança)?
  • A empresa enxerga que a TI pode ser um diferencial competitivo? Existem demandas ou projetos onde o soluções tecnológicas podem trazer novas oportunidades tanto de mercado como reduções de custo?
  • Qual o nível de dependência de tecnologia na empresa? É uma dependência operacional (transacional) ou existe a real necessidade de TI em seus produtos desde o lançamento do mesmo.

Quais habilidades/conhecimentos são necessários hoje e serão nos próximos anos?
  • Para conseguir equilibrar as tarefas operacionais e estratégicas este profissional deve ter um conjunto de habilidades intrínsecas, como, por exemplo: Multiespecialista, Iniciativa, Discernimento, Comunicação, Gerir resultados por meio das pessoas, Persuasão, Administrar a produtividade pessoal, sempre atento ao fator tempo e buscando estar concentrado no momento presente da empresa, Reagir pró-ativamente e rapidamente em crises e Mapear os fatores externos que influenciam os seus negócios.
  • Além de ser capaz de ter um perfil positivo e auto-confiante, demonstrar integridade nos atos e nas decisões e características já conhecidas como ética pessoal e profissional, flexibilidade – capacidade de mudar de rumo rapidamente e coragem para assumir riscos


Um CIO de sucesso deve ser capaz de navegar entre estas variáveis, balanceando suas atribuições de TI com as expectativas e necessidades da companhia ao longo do tempo, ou seja, o CIO pode mudar seu posicionamento (técnico e estratégico) ou ajudar a companhia a mudar sua visão de TI entendendo quais as lacunas tecnológicas e estratégicas.

Após um estudo realizado mundialmente podemos definir que um CIO deve possuir a habilidade de se movimentar entre três principais disciplinas dentro deste modelo mental:
  • Gestão da Operação de TI
  • Gestão das parcerias e sua orquestração
  • Estratégia

O foco do CIO irá variar conforme a companhia e mercado em que atua e também com a situação do negócio através do tempo. Ou seja, o profissional deve ter a capacidade de analisar a situação e entender o que a empresa espera dele naquele momento, adaptando-se e antecipando quando necessário. Isso é uma tarefa muito difícil, pois segundo pesquisa feita pela Korn/Ferry International, somente 25% dos CIO possuem esta capacidade de se adaptar a situação navegando entre a operação de TI, negociação com fornecedores e a estratégia.

Podemos antecipar que a função de CIO ainda é muito importante para as empresas, mas o profissional cada vez mais será exigido por algumas capacidades como a de atingir objetivos por meio de pessoas, de mudar o foco estratégico, sem perder a qualidade na operação e na entrega de serviços, e ser capaz de buscar novas oportunidade de negócio no mercado.

Fonte: InformationWeek

segunda-feira, 11 de março de 2013

CIOs, fortaleçam o relacionamento com CMOs!

A lacuna entre profissionais da TI e Marketing ainda existe. Uma parceria estreita é fundamental para o sucesso de ambos e para os negócios
Por Michael Friedenberg, CEO e presidente do IDG Enterprise, que desenvolve estratégia de mídia e serviços de consultoria para o IDG



Há quase dois anos, em um artigo como esse, previ grandes mudanças no relacionamento entre o CIO e o CMO (Chief Marketing \Officers). Eu estava certo. CIOs e líderes de marketing caminhavam para superar seus conflitos, encontrar um terreno comum e aprender a colaborar mais estreitamente em prol dos clientes. Infelizmente, não estou vendo isso ainda.

No entanto, no atual ambiente de negócios, é difícil encontrar dois papéis [CIO e CMO] que estão em plena mudança. O pessoal de marketing sabe que seu sucesso depende de encontrar o equilíbrio adequado entre arte e ciência. Mas suas origens profundas na arte do marketing não podem satisfazer as exigências de negócios de hoje para usar a ciência da tecnologia nos esforços da área.

O mundo dos CMOs tornou-se técnico. De repente, eles têm de lidar com automação de marketing, inteligência de negócios e análises, ferramentas sociais e desenvolvimento web. E uma vez que a maioria das pessoas de marketing não tem conhecimento técnico, deve ficar claro que o aumento da colaboração com CIOs se reverte em um ganho pessoal, e não em uma ameaça profissional.

Enquanto isso, o universo do CIO gira em torno de entregar valor aos negócios. E isso significa ir além da eficiência de custos e da otimização de processos. Agora, eles precisam aumentar a velocidade de colocação de um produto ou serviço no mercado e inserir inteligência nas atividades.

A parceria com CMOs ajuda os líderes de TI a expandir suas habilidades de comunicação e a se conectar diretamente com o business. É possível fortalecer e moldar as decisões-chave de marketing a partir da análise de grande quantidade de dados, por exemplo. Você pode influenciar os planos de desenvolvimento de produtos e ainda melhorar seu valor no mercado.

Em eventos recentes para CIOs, tivemos algumas discussões fascinantes sobre a aliança entre CIO e CMO que demonstram claramente os benefícios de uma relação mais forte para ambos os lados. IBM e Forrester Research também têm pregado a criticidade dessa relação em alguns de seus eventos. O Gartner prevê que o CMO vai gastar mais em tecnologia do que os próprios CIOs em 2017. O que acho exagero.

Mas eu acredito que há uma oportunidade impressionante para CIOs que entendem o valor inerente de trabalhar com vendas e líderes de marketing. E, você, o que está esperando? Vá em frente e faça esse casamento dar certo.

Fonte: CIO Opinião

CIOs, fortaleçam o relacionamento com CMOs!

A lacuna entre profissionais da TI e Marketing ainda existe. Uma parceria estreita é fundamental para o sucesso de ambos e para os negócios
Por Michael Friedenberg, CEO e presidente do IDG Enterprise, que desenvolve estratégia de mídia e serviços de consultoria para o IDG

Há quase dois anos, em um artigo como esse, previ grandes mudanças no relacionamento entre o CIO e o CMO (Chief Marketing \Officers). Eu estava certo. CIOs e líderes de marketing caminhavam para superar seus conflitos, encontrar um terreno comum e aprender a colaborar mais estreitamente em prol dos clientes. Infelizmente, não estou vendo isso ainda.

No entanto, no atual ambiente de negócios, é difícil encontrar dois papéis [CIO e CMO] que estão em plena mudança. O pessoal de marketing sabe que seu sucesso depende de encontrar o equilíbrio adequado entre arte e ciência. Mas suas origens profundas na arte do marketing não podem satisfazer as exigências de negócios de hoje para usar a ciência da tecnologia nos esforços da área.

O mundo dos CMOs tornou-se técnico. De repente, eles têm de lidar com automação de marketing, inteligência de negócios e análises, ferramentas sociais e desenvolvimento web. E uma vez que a maioria das pessoas de marketing não tem conhecimento técnico, deve ficar claro que o aumento da colaboração com CIOs se reverte em um ganho pessoal, e não em uma ameaça profissional.

Enquanto isso, o universo do CIO gira em torno de entregar valor aos negócios. E isso significa ir além da eficiência de custos e da otimização de processos. Agora, eles precisam aumentar a velocidade de colocação de um produto ou serviço no mercado e inserir inteligência nas atividades.

A parceria com CMOs ajuda os líderes de TI a expandir suas habilidades de comunicação e a se conectar diretamente com o business. É possível fortalecer e moldar as decisões-chave de marketing a partir da análise de grande quantidade de dados, por exemplo. Você pode influenciar os planos de desenvolvimento de produtos e ainda melhorar seu valor no mercado.

Em eventos recentes para CIOs, tivemos algumas discussões fascinantes sobre a aliança entre CIO e CMO que demonstram claramente os benefícios de uma relação mais forte para ambos os lados. IBM e Forrester Research também têm pregado a criticidade dessa relação em alguns de seus eventos. O Gartner prevê que o CMO vai gastar mais em tecnologia do que os próprios CIOs em 2017. O que acho exagero.

Mas eu acredito que há uma oportunidade impressionante para CIOs que entendem o valor inerente de trabalhar com vendas e líderes de marketing. E, você, o que está esperando? Vá em frente e faça esse casamento dar certo.

Fonte: CIO Opinião

quinta-feira, 7 de março de 2013

Questões que todo CIO deve responder

Que tipo de negócio é a TI hoje em dia? Que tipo de negócio a TI deve ser amanhã? O que o “I” em “CIO” deve significar?
Por Thornton A. May, Computerworld/EUA

A questão estratégica mais importante que as organizações podem se perguntar é “Em que tipo de negócio estamos?”, afirma o reverenciado editor da Harvard Business Review, Ted Levitt. Sem contar com essa citada pelo professor, vejo outras três questões estratégicas que um CIO bem sucedido deve responder.

Que tipo de negócio é a TI hoje em dia?

Durante os últimos dois meses, perguntei isto para centenas de CIOs em workshops promovidos em três continentes. Em discussões informais, os CIOs, muitas vezes, opinaram que a “TI está em todos os tipos de negócios”. Esta ideia de “em todos os negócios” reflete uma macro tendência prevalente de que todas as coisas estão sendo digitalizadas.

Esse pensamento também contribuiu para um lamento frequentemente ouvido: “Estamos no negócio que está sempre em segundo plano”. Esse pensamento, que existe na cabeça de muitos executivos de TI, é um subproduto de outra macro tendência: o ritmo em constante aceleração da mudança e a falta de paciência dos usuários. Essa fonte de frustração, naturalmente, fez com que quase todo CIO com quem conversei desejasse sair no negócio do tipo “faça mais com menos”.

Mas será que esse devaneio responde a questão atual? Para melhor determinar que tipo de negócio é a TI hoje em dia, adicionamos mais granularidade a questão, perguntando onde a TI está, de fato, gastando seu tempo e recursos. Partindo disso, obtemos esse interessante resultado: 61% dos entrevistados responderam que a TI é uma combinação de “negócio de infraestrutura” (isso é, manter as coisas funcionando) e do “negocio da integração” (ligando vários tipos de sistemas de legado em funil de forma que possam interoperar em uma base semi-não tóxica).

Que tipo de negócio a TI deve ser amanhã?

Seria algo complicado para você, no entanto, encontrar qualquer um que acredite que a infraestrutura e a integração devem ser o único foco da TI no futuro. O que vejo é um consenso de que a TI terá um papel mais significativo no futuro. Kevin Turner, diretor chefe de operações da Microsoft, vai direto ao ponto ao retratar o caminho evolucionário do CIO à medida que move a partir de uma tecnologia de gestão de partes por peça, através da transformação do ambiente de TI, possibilitando excelência executiva e, finalmente, estacionando no ponto de “liderança estratégica de negócios”.

Mas o que exatamente isso significa?

Significa que a TI não está mais apenas no negócio de observância, redução de custos, entrega de projetos e fornecimento de projetos. Isso significa que a TI deve ensaiar até a exaustão para sair do negócio de “pedir desculpas pelos sistemas velhos, irrelevantes e fora de moda”. Em vez disso, ela deve se posicionar como estando no negócio de “criar e evitar uma surpresa estratégica”.

A TI não se resume apenas ao negócio “podemos fazer melhor”. Ela está no negócio de “podemos fazer coisas que antes se pensavam impossíveis”.

O que o “I” em “CIO” deve significar?

Pelo fato de que muitos departamentos de TI sentem-se forçados a seguir o que deve ser o lema da Escola de Gestão Tecnológica Nancy Reagan (Nancy Reagan School of Technology Management) (“Apenas diga não!”), o “I” em “CIO”, muitas vezes, parece ser “insignificante”, “irrelevante”, “invisível” ou “no caminho” (in the way, em inglês).

Nas oficinas, perguntamos aos executivos de tecnologia o que eles queriam que o “I” significasse. As respostas incluíram “imaginação”, “lucro” (income, em iglês), “inteligência”, “investimento”, “inspiração” e “inovação”.

Observando o futuro, então, o que a TI precisa fazer é equilibrar seu foco atual na infraestrutura e integração com uma nova reputação para inspiração e inovação.

Fonte: CIO Gestão

segunda-feira, 4 de março de 2013

Como fazer o seu tempo render mais

Na correria entre reuniões e decisões, os empreendedores precisam saber organizar o tempo para o negócio render mais
Por Priscila Zuini, da Exame.com


Empresa, família, saúde, amigos. Os empreendedores sabem que conciliar a vida pessoal com as tarefas de uma pequena empresa exige dedicação e tempo. Apesar da rotina ser semelhante a de um executivo, há sempre uma carga maior de responsabilidade de fazer o negócio dar certo e liderar a equipe.

Para muitos, o ideal seria que o dia tivesse algumas horas a mais. “Tem algumas pessoas que querem mudar o relógio. Tem mil formas de utilizar as horas, mas não tem como esticar nem encolher esse tempo”, explica Flávia Lippi, coach do Instituto de Desenvolvimento Humano Lippi (IDHL).

Organizar-se é o primeiro passo para conseguir dar conta de todas as tarefas do dia, sem desespero. “Todos nós estamos sendo massacrados com a ideia de alta performance, ganho de tempo e felicidade como extremamente necessários para viver. Será que toda essa cobrança não tira o foco do que é necessário para nós mesmos”, questiona Flávia.

Além dos vários compromissos diários, Flávia defende que o tempo passa mais rápido quando há estresse. “A cobrança por automotivação, felicidade e sucesso é a fórmula perfeita para ter estresse”, diz.

Para ela, perseguir ideais de pessoas bem sucedidas pode ser um erro. “O empreendedor tem que tentar se motivar com aquilo que ele acha que é bom, ser feliz a sua medida e ele mesmo determinar o que é o sucesso”, diz. Veja as dicas da coach para conseguir fazer o seu tempo render ainda mais.

1. Tenha foco

O caminho para uma melhor administração do tempo é organizar-se e ter um foco próprio. “Ele precisa se questionar como se tornar uma pessoa mais focada naquilo que deseja e pensa que é importante”, explica. A dica é dedicar um pouco mais de tempo ao planejamento do seu negócio. “O empreendedor tem características muito fortes de querer executar o que sonhou, mas não planeja e, por isso, perde tempo”, diz.

2. Escolha uma agenda

Na área mais prática, é imprescindível ter uma agenda para visualizar o dia e conseguir se programar com antecedência. “Tenha uma agenda eletrônica que ajuda a organizar, tem lembretes e até apita para lembrar o que fazer”, diz.

3. Não tenha mais que 8 metas

A especialista sugere que o empreendedor defina oito grandes metas por ano. “A nossa memória é seletiva e o cérebro tem alguns gaps. Se você colocar mais de oito grandes metas para serem cumpridas, vai esquecer ou deixar de fazer”, diz. Anote estas metas na agenda e não se esqueça de incluir previsões pessoais. “Essas metas precisam estar bem definidas. Por exemplo, se for tirar férias em julho, já anote isso. Assim, o compromisso vai ocupar aquele dia da sua agenda e fazer com que você cumpra”, ensina. Estas metas devem ter prazo de validade, ou seja, uma data concreta para serem atingidas.

4. Faça a tabela do tempo

Uma forma de ajudar a entender como o tempo está sendo gasto – e onde ele está sendo perdido – é colocar no papel aquilo que tem feito. “Isso ajuda a descobrir se você faz o que determinou para sua vida com seu tempo, e o cérebro tem mais facilidade quando vê a coisa no papel”, diz.

A ideia é fazer uma tabela que indique suas tarefas, como no exemplo abaixo, tanto pessoais como profissionais, e anotar o tempo gasto e quais seriam os tempos ideal e possível para realizar aquilo. Tente listar no mínimo cinco missões muito importantes, como tempo gasto com planejamento, administração e até gestão de pessoas. “Se você quer ver que a empresa cresça 30%, mas passa 70% do tempo com atividades pessoais, não vai dar certo”, explica.

MissõesTempo gastoTempo IdealTempo Possível
Tarefa 1
5 horas
3 horas
3 horas
Tarefa 2
30 minutos
1 hora
30 minutos
Tarefa 3
3 horas
2 horas
2 horas
Tarefa 4
4 horas
5 horas
3 horas
Tarefa 5
2,5 horas
2 horas
1,5 hora


Fonte: EXAME.com

Desperte o interesse do CEO

Além de conhecer as preocupações do presidente da organização quanto ao futuro da companhia, o CIO deve apresentar a ele soluções de negócio e não ferramentas tecnológicas e softwares
Por Loraine Antrim, fundadora da consultoria de comunicação Core Ideas Communication

Não é raro encontrar CIOs com ideias geniais, mas que não sabem como conquistar a atenção de seus CEOs para apresentá-las. Nesse contexto, surge a questão: como conseguir que o presidente de sua companhia ouça e aprove suas sugestões? A resposta é simples: ponha-se no lugar dele e analise as propostas que serão feitas pelo prisma de negócios, estratégia e resultados financeiros.

Isso significa que, para vender sua ideia ao CEO, é preciso demonstrar como ela criará oportunidades para que a companhia se diferencie dos concorrentes e ganhe valor no mercado. Se isso acontecer, o CIO sempre terá as portas abertas no board (grupo de principais decisores da organização).

Mesmo parecendo simples, na prática, a iniciativa de colocar-se no lugar do CEO não é tão fácil. Por isso, seguem algumas dicas que podem ajudá-lo a melhorar a imagem do líder de TI perante a diretoria da organização.

1. Pesquise muito
Saiba o que está no topo das preocupações do CEO e analise tais questões como se fossem de seu próprio interesse. Acesse o blog pessoal daquele executivo, reveja as apresentações realizadas por ele às demais áreas corporativas e leia todas as entrevistas concedidas pelos membros do board à imprensa.

2. Apresente soluções de negócio e não ferramentas tecnológicas
Um projeto global irá capturar a atenção do CEO, ao contrário do que acontecerá se você abordá-lo falando de especificidades técnicas de TI.

3. Demonstre os benefícios da iniciativa
Demonstre como a iniciativa proposta irá melhorar a competitividade da companhia e posicioná-la à frente dos concorrentes.

4. Apresente grandes projetos e não somente iniciativas pontuais
Os CEOs, hoje, estão pensando no futuro da companhia, em um prazo de três a cinco anos. Esqueça seu olhar de TI e pense como o presidente de sua empresa – analisando os problemas que a organização enfrenta, bem como suas vantagens competitivas.

5. Mostre como sua sugestão está alinhada à estratégia da companhia
Entenda a situação do mercado no qual atua, cite exemplos de como o projeto proposto ajudará a empresa a destacar-se em tal cenário nos próximos anos e apresente argumentos contundentes para justificar que as ações sugeridas devem entrar na lista de prioridades da organização.

6. Entenda quais foram os reais impactos da crise financeira mundial em seu negócio
Atualmente, os CEOs de todas as companhias do mundo estão preocupados com o cenário econômico futuro. Conheça as previsões de especialistas para o setor no qual atua e, de acordo com essas informações, mostre ao presidente da empresa como o projeto de TI poderá facilitar sua atuação e diminuir suas preocupações.

7. Entenda o consumidor
Demonstre como o projeto proposto irá melhorar a experiência do consumidor com a organização. Além disso, explique como a iniciativa poderá aumentar a base de clientes da companhia.

8. Vença o CEO pela vaidade
Desenvolva um projeto no qual ele (ou outros membros do board) possa interferir e sugerir mudanças e customizações. É sempre bom dar a impressão de que, mesmo a iniciativa sendo da TI, o presidente poderá opinar em seu desenvolvimento e sentir-se no poder.

9. Apresente as vantagens proporcionadas pela TI
Demonstre como sua visão sobre a TI poderá ajudar a empresa – como um todo – a desenvolver processos alinhados à estratégia corporativa.

10. Quantifique
Mostre, em números e projeções reais, como a atuação do departamento de tecnologia é determinante para impulsionar o crescimento da empresa.

Uma vez conquistada a confiança do CEO, abaixo você encontra cinco solicitações que você deve aproveitar para fazer a ele e possibilitar que TI ajude a empresa a alcançar, sustentar ou melhorar o desempenho desejado.

Se você é CEO, essa é a oportunidade de reavaliar seu ponto de vista e enxergar a TI sob outro prisma. Valem algumas sugestões...

1. Revise as prioridades de negócios. Discuta a estratégia da companhia hoje – para curto e longo prazo – com o CIO e os outros executivos. Tendo isto claro, fica mais fácil alcançarmos as metas. Quando o objetivo está confuso, podemos acabar cortando custos em áreas que mais tarde descobriremos que eram estratégicas.

2. Use os gastos da unidade de TI como uma alavanca para o controle de custos. Enquanto o time executivo mapeia a companhia em busca de formas de economizar, o CIO deve pensar em fechar os drenos de sua unidade – consolidar data centers, criar um padrão para aplicações, adotar processos padronizados. Este é o momento de limitar a autonomia que causou a proliferação de sistemas e dificultou a gestão de informações.

3. Centralize a compra de equipamentos e serviços. Economize com o controle centralizado de negociação de licenças, acordos de manutenção e identificação de novos fornecedores. Ou, ao menos, ganhe com a adoção de governança de arquitetura para revisão e consultoria de novas compras ou renovação de contratos.

4. Evangelize os donos de processos. Os executivos das áreas de negócios querem acompanhar a estratégia da corporação. Mas a lealdade dos clientes é ameaçada quando cada unidade atua como uma empresa independente – com sites separados, cobrança independente e outros serviços diferenciados. Insista para que a empresa possua processos corporativos integrados e estabeleça métricas para os responsáveis que possam ser acompanhadas. Assim, será possível agilizar os projetos e melhorar a satisfação dos clientes.

5. Envolva-se. Quando o assunto é simplificação de processos ou a busca por formas inovadoras de reduzir custos ou gerar receita, a área de TI depende do CEO. Você pode ajudar encorajando a colaboração entre executivos “concorrentes”, fazendo perguntas e participando ativamente da priorização e da tomada de decisões.

Fonte: CIO Opinião

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Five Metrics for Your 2013 IT Scorecard

Pick metrics to show where IT is going, not just where it’s been.
By Andrew Horne

At the start of the year many IT leadership teams refresh their scorecards, but too often, the result is unusable and quickly forgotten. Scorecards fail for a number of reasons. Last week I wrote about the mechanics of building a workable scorecard and discussed seven pitfalls in collecting and using IT metrics. This week, I will suggest some metrics to include.

One of the first pitfalls is to pick metrics that don’t connect to a strategic goal. Some metrics should link directly to business strategy, but these will differ by company. Other metrics should link to IT’s own strategy, and these may be more consistent as most IT strategies are shaped by the same trends.

CEB’s Future of Corporate IT study describes five shifts that are reshaping IT. Below, I have selected a handful of forward looking metrics from our IT Scorecard Builder tool that can be used to guide IT through the shifts.
  • Project Interdependencies – The IT project portfolio is changing. More projects relate to analytics, collaboration, and customer interaction, rather than process automation. This shift leads to more interdependencies, as innovative new functionality relies on foundational capabilities such as data integration or a collaboration platform.

    One way to manage these interdependencies is to measure high risk “driver projects”. A driver project has a large number of other projects dependent on it. Progressive companies identify driver projects, assess the risks to the project, and devote additional resources and oversight to reduce the risk. To track progress, the IT scorecard measures the percentage of driver projects that are high risk.
  • Service Health – More than 50% of IT teams are adopting end-to-end IT services to identify and deliver on specific business outcomes. If a service truly supports a business outcome, when the service fails the business outcome also fails, so service health becomes critical.

    The potential impact of service failure can be measured by looking at the percentage of functionality at risk, divided by the number of levels of redundancy. This can be multiplied by the percentage of employees who use the functionality. The higher the resulting percentage, the healthier the service. Services with low percentages should be the targeted for greater investment and oversight.
  • Vendor Performance – The cloud is just the latest of many sourcing options that are gradually reducing the amount of in-house delivery. Reliance on external partners means that it is important to keep a close eye on vendor performance. Some scorecards include metrics such as vendor staff absenteeism or turnover that help predict future vendor performance.
  • Complexity – A growing percentage of business leaders provision technology for themselves. This is not necessarily a bad thing, but it can lead to greater complexity that drives up costs and creates risk.

    To distinguish between complexity that is justified by the resulting speed and flexibility, and complexity that is problematic because of cost and risk, some organizations measure progress against a complexity target. IT estimates the acceptable level of complexity in each architectural layer then measures actual complexity against this target. The metric changes as redundant technologies are removed and new technologies are added.
  • IT Skills Shortages – The changes faced by IT will lead to huge shifts in skills and roles. While some skills can be acquired through hiring, much will have to come by developing the existing team. To this end, some organizations maintain a skills development index that measures the number of employees who are on track against their skills development goals.
    Fonte: CEB IT Blog

    terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

    Design Thinking and Emerging IT Roles

    By Vaughan Merlyn

    This is the third and final part in a multi-part post inspired by Robert Pirsig’smasterwork, Zen and the Art of Motorcycle Maintenance.  In Part 1 (titled “Reflections on ‘Zen and the Art of Motorcycle Maintenance’ 38 Years Later “) I discussed the implications for IT professionals of Pirsig’s musings on ‘classic’ versus ‘romantic’ worldviews, and his struggle to resolve these.

    designthinking

    In Part 2, (titled “Zen, Motorcycle Maintenance, Design Thinking and Information Technology”) I teed up my observation that this classic-romantic balanced approach is embodied in the “design thinking” movement, popularized by Tim Brown and Ideoand exemplified by companies as diverse as Apple, Proctor & Gamble, Herman Millerand GE.  I discussed why Design Thinking is becoming increasingly important to the IT profession.  Among the reasons for the rising importance of Design Thinking in IT:
    1. Thanks to the likes of SAP, Oracle, et al, and the growing base of cloud-based ‘applications as a service,’ most of the opportunities to improve or automate transactional business processes have been exploited.  Today, businesses are increasingly searching for product, service and business model innovation.
    2. As we accelerate the move from custom development to personal apps, reuse, and “mash-ups,” much more emphasis is placed on synthesis rather than analysis – leveraging widgets and components rather than coding solutions from scratch.
    I will pick up in this final part where I closed Part 2, with a discussion of three roles that are key to instilling Design Thinking in an IT organization.

    Key Roles for Design Thinking in IT

    Achieving the classic-romantic balance in discovery and solutioning involves many IT roles, but there are three roles that I believe are key:

    Roles – Not Necessarily Jobs!

    Before we examine these roles and how they work together, I want to emphasize I am talking about roles, as opposed to jobs.   The distinction is important in that the notion of organizing around roles imparts flexibility and variety for a workforce, whereas jobstend to constrain people in boundaries defined in job descriptions.  An individual typically will hold only one job, but may fill multiple roles.  For example, my job is Principal in a consulting firm.  In some engagements, I am the Engagement Lead.  In others, I might be a Subject Matter Expert.  In still others, I am the Client Relationship Officer.  Beyond engagements, I might be a Research Program Leader or a Research Associate.
    Also, these roles are typically instantiated with all sorts of labels – rarely the label I’m using here.  For example, I’ve worked with Business Relationship Managers (BRM’s) who were called Business Partner Director, Account Manager, Client Relationship Manager, IT Business Partner, Business IT Partner, IT Demand and Account Manager, Client Engagement Director, and so on!  And the specific missions, visions and implementations of the BRM role has been as varied as their titles!
    Nevertheless, let’s drill into these roles and how they relate to each other and to moving IT to more of a Design Thinking philosophy.

    Business Relationship Manager

    I’ve posted extensively on this role in the past – it’s the role that sits between the IT organization and its business clients.  As such, it both represents the business clients to IT, and IT to the business clients.  This role has surfaced over the last 10 years or so.  I don’t know what percentage of IT organizations have this role today, but as an indication, LinkedIn hosts 2 groups dedicated to the role.  One group – IT Business Relationship Management - currently boasts over 1,800 members.  The other group, Professional Business Relationship Managers currently has over 2,600 members!  (In the interests of full disclosure, I co-manage the latter group.)
    As the bridge between the business and the IT organization(s), the BRM plays a key role in moving above and beyond the traditional “requirements analysis” to an approach to discovery and solutioning that is more:
    • collaborative
    • abductive
    • experimental
    • integrative
    • outside-in
    • human-centric
    • innovation-biased approach
    As such, the BRM has to understand Design Thinking, and ensure that the qualities listed above are brought to the table and play together effectively and efficiently.  The BRM herself does not have to be expert in these qualities, but must be an effective “broker” ensuring that people with the needed competencies and incentives are at the table.  These competencies will often be found in the other two emerging roles – those of Enterprise Architect and Product Manager.

    Enterprise Architect

    As with BRM’s, Enterprise Architects (EA’s) come in all sorts of flavors with a variety of titles.  The major distinction I would make is with what are generally called IT Architects.  Enterprise Architects are clearly focused on the business, business models, major business processes, business-IT platforms and the ecosystem within which the business operates.  IT Architects, by contrast, are focused on the technologies, their standards and how they inter-operate.
    … the process of translating business vision and strategy into effective enterprise change by creating, communicating and improving the key requirements, principles and models that describe the enterprise’s future state and enable its evolution.
    Practitioners of EA call themselves enterprise architects. An enterprise architect is a person responsible for performing this complex analysis of business structure and processes and is often called upon to draw conclusions from the information collected. By producing this understanding, architects are attempting to address the goals of Enterprise Architecture: Effectiveness, Efficiency, Agility, and Durability.
    As with BRM’s, the EA role has been growing in prominence over the last 10 years or so.  Typically, it is complementary to the more technical roles of IT Architect, Information Architect, and so on.  Also, as with BRM’s there is little that is ‘standardized’ about the EA role, and by many measures it is something of a stretch to use the term “profession” when talking about EA’s, in spite of the efforts of bodies such as The Open Group Architecture Framework (TOGAF®), and my old friend, John Zachman and his Zachman Framework for Enterprise Architectures.
    Again, as with BRM’s, LinkedIn is home to an Enterprise Architecture Network, with an astounding 85,000+ members!  As an example of the passion exhibited by this group, a recent comment that stated, “EA is often left in IT because it can only handle tame problems” garnered 572 comments!
    At its best, the EA helps bring to the business-IT discovery and solutioning table some of the competencies from my bulleted list above.

    Product Manager

    The third role in the triad that can help IT organizations introduce more Design Thinking into their activities is that of Product Manager.  This role is far more scarce in IT organizations than either BRM or EA.  It is, however, universal in product companies, including information technology product companies.  Wikipedia defines Product Management as:
    …an organizational lifecycle function within a company dealing with the planning, forecasting, or marketing of a product or products at all stages of the product lifecycle.
    The role consists of product development and product marketing, which are different (yet complementary) efforts, with the objective of maximizing sales revenues, market share, and profit margins. The product manager is often responsible for analyzing market conditions and defining features or functions of a product. The role of product management spans many activities from strategic to tactical and varies based on the organizational structure of the company.
    While involved with the entire product lifecycle, the product management’s main focus is on driving new product development. According to the Product Development and Management Association (PDMA), superior and differentiated new products — ones that deliver unique benefits and superior value to the customer — is the number one driver of success and product profitability.
    Of particular note, Wikipedia goes on to note that:
    Product management often serves an inter-disciplinary role, bridging gaps within the company between teams of different expertise, most notably between engineering-oriented teams and commercially oriented teams. For example, product managers often translate business objectives set for a product by Marketing or Sales into engineering requirements. Conversely they may work to explain the capabilities and limitations of the finished product back to Marketing and Sales. (Emphasis added.)

    The Design Thinking Triumvirate

    So, the keys to getting more Design Thinking into Business-IT solutions lies in the triumvirate of Business Relationship Manager, Enterprise Architect and Product Manager, with the BRM as the broker and orchestrator of these roles.  There are, of course, other roles played – e.g., business analyst, project manager, program manager, and so on, but I wanted here to focus on those roles which are less common but in the ascendancy.
    Graphic courtesy of Green Hat Group

    Source: IT Organization Circa 2017